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Como é conhecer Monkeyland: a terra dos macacos fica na África do Sul

Desde o início do passeio, os visitantes são alertados: cuidado com os óculos. Esse aviso é necessário em um ambiente onde os protagonistas são os macacos. Nós, humanos, somos convidados, já que diversas espécies de primatas vivem em liberdade em Monkeyland – como se estivessem na natureza. Por isso, não é exagero dizer que essa é a terra dos macacos, o primeiro santuário multiespécie do mundo que permite essa experiência única de visitação.

Neste post, você vai saber como é conhecer Monkeyland. Por lá, você poderá ver mais de 550 macacos, que pertencem a dez espécies. O representante da América do Sul está lá e pode ser encontrado no Brasil, na Bolívia e no Peru. Seu nome em inglês é Bolivian Squirrel Monkey (na tradução para o português: Macaco-de-cheiro-boliviano). Eles habitam a rica e imponente Floresta Amazônica.

A visita é coordenada por um guia, que fala um pouco sobre cada espécie, destacando informações curiosas. Como escrevemos no início do texto, os macacos estão sempre livres, com respeito aos seus hábitos e com atenção à sua saúde. Valorizamos locais assim. São chamados de santuários, porque, por meio desse relevante trabalho, os animais (os macacos no caso da Monkeyland) são resgatados e levados para um ambiente adequado para sua recuperação. Muitos deles foram maltratados e estavam muito doentes. Infelizmente, todos os anos, o tráfico internacional de animais e outras práticas criminosas prejudicam a fauna não apenas na África como em outros continentes. Na África do Sul, estivemos também em outros santuários – voltados para elefantes, pássaros e mamíferos como leões, tigres, onças e hienas.

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Como é caminhar no meio dos macacos em Monkeyland?

Uma experiência inesquecível por causa da quantidade elevada de macacos, que, como são de espécies distintas, têm características muito diferentes. Ou seja, a cor do pelo varia, assim como a dos olhos, o jeito de caminhar, a forma de olhar para você, a maneira de comer, de mastigar. Tudo isso merece um olhar atento do visitante, que de tanto observar pode esquecer de prestar atenção no guia. São muitos detalhes enriquecidos pela liberdade proporcionada pelo santuário aos macacos.

Enquanto você caminha, os macacos correm de um lado para o outro – alguns encostam em você, outros pulam de galho em galho de forma frenética. Atividade intensa em volta de você e acima da sua cabeça. Os famintos ficam o passeio inteiro pegando sementes do chão e as levando à boca para iniciar uma mastigação sem fim que entretém os olhares curiosos.

Chamou nossa atenção um macaco de braços longos que se exibiu para os visitantes. O guia, acostumado com ele, avisou que o bicho começaria sua apresentação. Ao fazer suas graças, com poses nada convencionais para as muitas fotografias, o macaco conquistou o público, que deu muitas gargalhadas. O animal não foi treinado para isso, pois, no santuário, como escrevemos, não há espaço para qualquer ação ou atividade que vá na contramão da vontade ou da liberdade. Esse macaco foi resgatado de um circo, que o considerava uma mercadoria. Certamente, vêm daí essas habilidades artísticas, que, no santuário, são demonstradas a critério único e exclusivo do próprio animal.

Se você ficou curioso, a espécie é a Gibbon em inglês ou Gibão em português. Esses macacos habitam as florestas tropicais e subtropicais da África, Índia, Indonésia e China. Além dos braços longos, eles são conhecidos pela forma curiosa de andar – bem desengonçada, com os dedos das mãos encostando o chão.

Tudo isso pode ser feito com tranquilidade e sem ter que dividir o espaço com muita gente. Os grupos são pequenos – estávamos com outras dez pessoas no máximo. Como em todos os lugares turísticos da África, o guia se comunica em inglês, assim como a equipe responsável pela venda dos ingressos e pelo atendimento no restaurante. É interessante fazer uma refeição por lá se você sair direto para outro passeio. Como o santuário fica no meio da rodovia, não há cidade próxima. Nós fizemos um almoço rápido e não nos arrependemos. O preço é bom, e a comida é boa.


Quanto custa e como agendar seu passeio em Monkeyland?

Dá para comprar lá mesmo ou agendar pelo site. O ingresso custa 320 rands – por volta de 97,90 reais. Para o combo (direito de visitar dois santuários), o preço é 540 rands – por volta de 165,20 reais. Tem combo também para todos os três santuários que pertencem ao mesmo grupo: 640 rands cada ingresso – por volta de 195,80 reais. Lembrando que os santuários são o Monkeyland, o dos mamíferos (Jukani Wildlife) e o dos pássaros (Birds of Eden).

Como é conhecer Monkeyland

Como chegar em Monkeyland?

Monkeyland foi uma das nossas paradas na Garden Route (Rota Jardim), um trajeto lindíssimo pela costa Sul do país, de aproximadamente 300 quilômetros, que vai da cidade de Mossel Bay até Storms Rivers.

Nós fomos à Monkeyland com nosso carro alugado pela RentCars. O lugar é facilmente encontrado utilizando o GPS no seu celular, mas para isso é importante que você tenha uma boa conexão com a internet. Durante nossa viagem pela África do Sul, utilizamos o chip internacional da EasySim4U, que funcionou muito bem em todos os lugares.

Como é conhecer Monkeyland

Continue acompanhando os posts sobre a viagem para a África do Sul! Contamos com seus comentários. Fique à vontade para enviar suas dúvidas sobre Monkeyland. 🙂

Nota: fizemos o passeio a convite de Monkeyland, que foi informada sobre nossa liberdade editorial. Nossas opiniões são sinceras e independentes. O compromisso é com você, nosso leitor, motivo pelo qual prezamos pela qualidade e transparência das informações disponíveis nos nossos canais digitais.


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